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Odin de Assassin's Creed venceria Kratos, diz diretor da Ubisoft

Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, fala do Odin pai, do sucesso da mitologia nórdica nos games e da chance de um Assassin's Creed no Brasil

Por Lucas Arraz · Publicado em · aprox. 4 min de leitura

Publicado originalmente em Canaltech

Montagem com Kratos, de God of War, e Odin, de Assassin's Creed Valhalla
Crédito: Montagem/Canaltech/SIE/Ubisoft

Resumo

  • Para o diretor Georgi Popov, o Odin de Dawn of Ragnarök derrotaria Kratos.
  • A expansão aposta numa trama de paternidade, como God of War (2018).
  • Popov diz que qualquer civilização, inclusive o Brasil, pode virar um Assassin's Creed.

O Odin de Assassin's Creed Valhalla venceria Kratos, o matador de deuses de God of War. A garantia é de Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, nova expansão de Valhalla, em entrevista ao Canaltech.

“Odin ganharia. Especialmente o Odin de Dawn of Ragnarök, por ser tão adaptável. Ele encontraria um jeito de derrotar Kratos no final.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech

Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök

A expansão coloca um Odin mais humano como protagonista e mergulha de cabeça na mitologia nórdica. Com ela, a franquia da Ubisoft entra no grupo de jogos inspirados na cultura escandinava, como Valheim, Tribes of Midgard e God of War, que também vai explorar o mito do Ragnarök no próximo jogo.

O deus escandinavo será mesmo poderoso. Além das mecânicas de combate de Eivor na campanha principal de Valhalla, Odin terá a habilidade de roubar poderes ofensivos, defensivos e furtivos dos inimigos. Entre eles, estão um escudo de magma e até a capacidade de ressuscitar adversários mortos como aliados.

Odin poderá roubar e utilizar por tempo limitado, uma grande quantidade de poderes de inimigos
Odin poderá roubar e utilizar por tempo limitado, uma grande quantidade de poderes de inimigos Crédito: Divulgação/Ubisoft

Ao reproduzir, o vídeo é carregado pelo YouTube.

Crédito: Ubisoft Brasil

Um pai em busca do filho

Assim como God of War (2018), Dawn of Ragnarök aposta numa trama de paternidade: Odin fará de tudo para salvar o filho, Baldur. “Aproveitamos a oportunidade de explorar uma nova faceta de um pai dentro de Valhalla. Teremos um deus muito determinado e bastante humano, procurando o filho”, diz Popov.

Segundo o diretor, incluir o fator “simulador de pai triste” foi uma forma de explorar mais o personagem.

“Esse personagem vai suprimir o lado egoísta para completar seu objetivo. Algumas vezes, Odin terá que agir e tomar diferentes decisões, inclusive as erradas. Eu não tomaria essas decisões, e talvez seja isso que torne o personagem único.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech

Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök

Por que a mitologia nórdica faz sucesso

Popov vê com naturalidade a quantidade de jogos e filmes que usam as lendas escandinavas e o Ragnarök como inspiração.

“São histórias grandiosas, nas quais os jogadores conseguem se projetar. Os contos servem de inspiração para produtos da mídia há muito tempo, não só recentemente. É só observar a franquia Senhor dos Anéis, com muitos personagens inspirados nos nórdicos. Acredito que o interesse contínuo nessas crenças seja inspirador também para os criadores.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech

Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök

Outras mitologias, e talvez o Brasil

Dawn of Ragnarök leva Assassin's Creed a se aprofundar em religião e mitos, e Popov concorda que a franquia pode seguir esse caminho com mitologias de outros continentes.

“Assassin's Creed é uma franquia que permite viver a história novamente. Para mim, a mitologia e as crenças de um povo são uma força importante para dar forma aos eventos históricos que os jogos abordam. Toda civilização tem um momento-chave na história, que a torna única.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech

Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök

Perguntado se o Brasil poderia ser palco de um próximo Assassin's Creed, o diretor búlgaro admitiu não conhecer a fundo a história do país, mas deixou a porta aberta. “É uma ideia interessante. Honestamente, não tenho muito conhecimento sobre a história do Brasil, mas certamente seria interessante. Qualquer civilização pode tomar a forma de um jogo Assassin's Creed, desde que tenha personagens interessantes e eventos-chave”, respondeu.

Diretor de Dawn of Ragnarök, Popov comentou possibilidade de AC no Brasil
Diretor de Dawn of Ragnarök, Popov comentou possibilidade de AC no Brasil Crédito: Captura de Tela/Canaltech/Lucas Arraz

Enquanto um jogo sobre outra mitologia não é anunciado, a Ubisoft parece ter os próximos passos da franquia desenhados. Segundo reportagem da Bloomberg, o próximo lançamento da série será um jogo menor e furtivo, chamado Rift, previsto para 2022 ou 2023.

O jogo teria como protagonista Basim, um dos assassinos que ajudam Eivor em Valhalla. A ideia da desenvolvedora francesa seria fazer uma ponte entre o sucesso de Valhalla e Infinity, futura entrada da franquia que promete ser um jogo como serviço. A Ubisoft não confirmou nenhuma dessas informações.

Assassin's Creed Valhalla está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, Series S e PC. Dawn of Ragnarök chega a todas essas plataformas em 10 de março de 2022. Não é preciso terminar a campanha principal: toda a história da expansão fica liberada logo no começo de Valhalla.

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Metodologia e fontes

Fontes

  • Canaltech
  • Entrevista com Georgi Popov
  • Bloomberg

Data de corte dos dados: 10 de fevereiro de 2022

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