O Odin de Assassin's Creed Valhalla venceria Kratos, o matador de deuses de God of War. A garantia é de Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, nova expansão de Valhalla, em entrevista ao Canaltech.
“Odin ganharia. Especialmente o Odin de Dawn of Ragnarök, por ser tão adaptável. Ele encontraria um jeito de derrotar Kratos no final.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech
A expansão coloca um Odin mais humano como protagonista e mergulha de cabeça na mitologia nórdica. Com ela, a franquia da Ubisoft entra no grupo de jogos inspirados na cultura escandinava, como Valheim, Tribes of Midgard e God of War, que também vai explorar o mito do Ragnarök no próximo jogo.
O deus escandinavo será mesmo poderoso. Além das mecânicas de combate de Eivor na campanha principal de Valhalla, Odin terá a habilidade de roubar poderes ofensivos, defensivos e furtivos dos inimigos. Entre eles, estão um escudo de magma e até a capacidade de ressuscitar adversários mortos como aliados.
Um pai em busca do filho
Assim como God of War (2018), Dawn of Ragnarök aposta numa trama de paternidade: Odin fará de tudo para salvar o filho, Baldur. “Aproveitamos a oportunidade de explorar uma nova faceta de um pai dentro de Valhalla. Teremos um deus muito determinado e bastante humano, procurando o filho”, diz Popov.
Segundo o diretor, incluir o fator “simulador de pai triste” foi uma forma de explorar mais o personagem.
“Esse personagem vai suprimir o lado egoísta para completar seu objetivo. Algumas vezes, Odin terá que agir e tomar diferentes decisões, inclusive as erradas. Eu não tomaria essas decisões, e talvez seja isso que torne o personagem único.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech
Por que a mitologia nórdica faz sucesso
Popov vê com naturalidade a quantidade de jogos e filmes que usam as lendas escandinavas e o Ragnarök como inspiração.
“São histórias grandiosas, nas quais os jogadores conseguem se projetar. Os contos servem de inspiração para produtos da mídia há muito tempo, não só recentemente. É só observar a franquia Senhor dos Anéis, com muitos personagens inspirados nos nórdicos. Acredito que o interesse contínuo nessas crenças seja inspirador também para os criadores.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech
Outras mitologias, e talvez o Brasil
Dawn of Ragnarök leva Assassin's Creed a se aprofundar em religião e mitos, e Popov concorda que a franquia pode seguir esse caminho com mitologias de outros continentes.
“Assassin's Creed é uma franquia que permite viver a história novamente. Para mim, a mitologia e as crenças de um povo são uma força importante para dar forma aos eventos históricos que os jogos abordam. Toda civilização tem um momento-chave na história, que a torna única.” Georgi Popov, diretor de Dawn of Ragnarök, em entrevista ao Canaltech
Perguntado se o Brasil poderia ser palco de um próximo Assassin's Creed, o diretor búlgaro admitiu não conhecer a fundo a história do país, mas deixou a porta aberta. “É uma ideia interessante. Honestamente, não tenho muito conhecimento sobre a história do Brasil, mas certamente seria interessante. Qualquer civilização pode tomar a forma de um jogo Assassin's Creed, desde que tenha personagens interessantes e eventos-chave”, respondeu.
Enquanto um jogo sobre outra mitologia não é anunciado, a Ubisoft parece ter os próximos passos da franquia desenhados. Segundo reportagem da Bloomberg, o próximo lançamento da série será um jogo menor e furtivo, chamado Rift, previsto para 2022 ou 2023.
O jogo teria como protagonista Basim, um dos assassinos que ajudam Eivor em Valhalla. A ideia da desenvolvedora francesa seria fazer uma ponte entre o sucesso de Valhalla e Infinity, futura entrada da franquia que promete ser um jogo como serviço. A Ubisoft não confirmou nenhuma dessas informações.
Assassin's Creed Valhalla está disponível para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, Series S e PC. Dawn of Ragnarök chega a todas essas plataformas em 10 de março de 2022. Não é preciso terminar a campanha principal: toda a história da expansão fica liberada logo no começo de Valhalla.